A melhor vacina e o melhor remédio

É CUIDAR de NOSSO PLANETA

Por Fernando Trucco - Professional Translations - 29 de julho 2020

Se nada mudar, a Covid-19 NÃO será o último vírus a devastar nossas sociedades e civilização.

A pandemia da Covid-19 é apenas um aviso do que nos espera.
Trata-se do MEGA aviso para a humanidade sobre a consequência da destruição dos ecossistemas.
 

Está comprovado: 75% das doenças infecciosas são originárias dos animais e estes, por sua vez, são a ponte que transfere as doenças às pessoas. Ou, o que é o mesmo:

Se continuarmos a fragmentar o habitat das espécies,
haverão mais pandemias. 

Este alerta está contido em um relatório do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente, publicado com a colaboração de especialistas de todo o mundo. 

A destruição dos habitats naturais, a poluição e a exploração das espécies
tornam a sociedade mais vulnerável porque as pessoas ficam
mais próximas dos vetores que transmitem doenças.
 

O professor do Departamento de Ecologia e Biologia Animal da Universidade de Vigo, Espanha, Adolfo Cordero aponta: “basta ver as fotos de satélite de 30 anos atrás para perceber a destruição ambiental que tem ocorrido”. 

A mudança é drástica. Algumas áreas que estavam cobertas de selva, agora estão invadidas por apenas umas poucas pessoas. O processo de destruição da natureza é enorme e acelerado.   

Cada vez mais as comunidades humanas estão mais próximas de animais que antes não saíam do seu entorno, desta forma, paulatina e constantemente, novas espécies entram em contato com o ser humano. 

Além disto, a modernidade tecnológica e o comércio globalizado causam que uma doença surgida em um lugar específico, pode percorrer todo o planeta a velocidades nunca antes conhecidas.  

Muitos dos organismos que anteriormente viviam em áreas despovoadas se extinguiram, mas outros conseguiram sobreviver fortalecidos e portadores de doenças que acabaram nos afetando. Quanto mais densas as populações, maior a probabilidade de que as transmissões ocorram em forma acelerada.  

Se nada mudar, a Covid-19 NÃO será a última pandemia
que ameace a humanidade com seu potencial devastador.  
 

Quanto mais diversa seja a natureza, menor será a probabilidade de que vírus ou bactérias atinjam o ser humano. Pelo contrário, se aniquilarmos as diferentes opções que os vírus e bactérias possam ter, o ser humano restará como alvo preferido para a propagação de agentes infecciosos. 

O dano que temos causado à natureza pode ser revertido,
ela tem a capacidade de se regenerar rapidamente, mas para que isso ocorra
não devemos obstruir nem descontinuar seus processos. 

No desmatamento a legalidade é exceção

Particularmente o Brasil desfruta de enormes privilégios. Sua admirável riqueza natural e fartura de recursos como rios, oceano, florestas, terra fértil e generosa junto a um clima ameno e propicio para a agricultura, favorece que a população possa se abastecer de alimentos produzidos a curta distância de suas moradias. Este é um importante fator que retarda a propagação de doenças e facilita o controle. 

Incentivar a vida rural das populações e a produção agrícola familiar mediante políticas governamentais coerentes gera um modelo de vida e de relacionamento mais saudável com a natureza com o meio ambiente e entre os seres humanos. 

Não obstante o Brasil além de ter desaproveitado este enorme privilégio,
também acumula uma grande dívida com TODA A HUMANIDADE.  

O Amazonas é o maior rio do planeta e abriga a maior biodiversidade do mundo. Uma região que é também o lar de muitos povos indígenas, cujo habitat está agora altamente ameaçado.

Trata-se de uma catástrofe ecológica e humanitária. 

De acordo com Tasso Azevedo, Engenheiro florestal, consultor e empreendedor social em sustentabilidade, floresta e clima, coordenador do Projeto de Mapeamento Anual da Cobertura e Uso do Solo no Brasil (MAPBIOMAS) aponta que cerca dos 20% da selva amazônica tem sido devastada e que se atingirmos os 30% de destruição, estaremos em um ponto sem retorno, a capacidade de recuperação haverá sido extinguida

A floresta amazônica representa 2/3 do território nacional, essa massa florestal sustenta o maior armazenamento de CO2 do planeta e é responsável pela geração das chuvas. Para evaporar a quantidade equivalente de água que esta floresta fornece em apenas um dia, seria necessário utilizar a energia produzida em todo o mundo durante seis meses.   

Frequentes notícias percorrem todo o mundo mostrando as chamas que devastam a floresta amazônica brasileira. A miraculosa capacidade de regeneração está sendo ameaçada. 

Não é exagerado dizer que o futuro do planeta depende da capacidade de gerar políticas
que objetivem a proteção e recuperação da Amazônia.
Sem a região amazônica, a Terra tem um problema de sobrevivência.
Ainda há tempo, mas falta pouco. 

Leia também: 

As pandemias transmitidas pela vida
selvagem prosperam quando a natureza é destruída

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Bibliografia:

- Blog do Tasso Azevedo

- United Nations Environment Programme

- La voz de Galicia

- DW Documentario

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