Os perigos de uma dieta pobre em sal - Parte 1

Conceição Trucom

Tenho estudado muito sobre questões como: o SAL DÁ VIDA? Quais seus benefícios? Que cuidados precisamos tomar com este alimento? Ele é só um tempero? Ou é mais que isso? Se é mais: quanto?

Pois é, assunto instigante, me sinto orgulhosa e honrada de enveredar por este caminho de pesquisa, tanto que a partida, já com algumas colheitas, gerou o nosso Boletim Doce Limão de JANEIRO 2017: Você sabe comprar seu SAL?

E mais, os estudos não param, mistérios da vida estão sendo revelados, nossas pesquisas, viagens, investigações e horizontes estão virando um MEGA CURSO ONLINE sobre O SAL DÁ VIDA... Enquanto o curso não chega, vamos a algumas 'degustações', como por exemplo esta série em 3 partes (uma por semana, a próxima parte com publicação em 19/02) de texto e vídeo a seguir.

Confira o vídeo abaixo, do médico californiano Morton Satin, vice-presidente, cientista e pesquisador do Salt Institute. Satin popularizou-se como o Salt Guru (O Guru do Sal). A legenda é exclusiva do Doce Limão: por Fernando Trucco**

 

The Salt Institute *
Em 18 de setembro de 2015
Tradução exclusiva para Doce Limão: Fernando Trucco ** 

Cozinhar com sal, ou cloreto de sódio, é essencial para a vida. Na verdade, nenhum mineral é tão essencial para a sobrevivência humana como o sódio, pois permite que os nervos enviem e recebam impulsos elétricos, ajuda os músculos a ficarem funcionais e  fortes, mantém a vitalidade das suas células e o funcionamento do cérebro. No entanto, o cloreto de sódio (sal) é um nutriente que o organismo não pode produzir e, portanto, ele deve ser fornecido. 

De acordo com o National Health and Nutrition Examination Survey o americano médio consome cerca de 3.400 mg/dia de sódio. Você pode ter ouvido que esta quantidade é muito alta mas, de acordo com pesquisas recentes esta quantidade pode ser considerada baixa para uma condição saudável. Um estudo de 2014, publicado no New England Journal of Medicine, testou o consumo de sódio em mais de 100.000 pessoas em 17 países. O estudo constatou, que um consumo saudável de sódio fica na faixa de 3.000 a 6.000 mg/dia. O consumo de mais do que 7.000 mg/dia de sódio aumenta o risco de morte ou de incidentes cardiovasculares, mas não tanto quanto consumir menos de 3.000 mg/dia.

A dieta pobre em sal foi significativamente mais prejudicial do que a dieta rica em sal. 

Mas lembre de ler nosso Boletim JAN.2017 e saber que existem muitos tipos de sal e nem todos
são exatamente benéficos à saúde humana.

O sal tem muitos benefícios para a saúde 

O outro componente do sal, o cloreto, é também essencial para a sobrevivência e boa saúde. Preserva o equilíbrio ácido-base no organismo, ajuda à absorção de potássio, melhora a capacidade do sangue na remoção do dióxido de carbono prejudicial desde os tecidos para os pulmões e, mais importante ainda, fornece a acidez do estômago, crucial para quebrar e digerir todos os alimentos que ingerimos. 

Devido a que o nível de consumo de sal é estável, este é um meio ideal para fortificar outros nutrientes essenciais, tais como o iodo. O sal iodado foi produzido pela primeira vez nos EUA em 1924 é hoje é utilizado por 75% da população do mundo para a proteção contra o retardo mental devido a distúrbios por deficiência de iodo (DDI). O iodo é um elemento essencial para a vida humana saudável, permitindo que a glândula tireoide produza os hormônios necessários para um adequado metabolismo. Quando o feto no útero não recebe o iodo suficiente de sua mãe, o desenvolvimento do cérebro fetal pode ser prejudicado. Durante a gravidez, a deficiência de iodo pode causar uma criança a desenvolver dificuldades de aprendizagem e retardo mental, bem como problemas de desenvolvimento que afetam a fala, a audição e o crescimento. 

O sal é também um componente vital de hidratação. Após o exercício, é fundamental repor tanto a água bem como o sal perdidos através do suor durante o exercício. É por isso que todos os atletas consomem sal suficiente durante e depois de um treino. Gestantes e idosos, em particular, devem evitar a falta do sal. Dietas elevadas em sal têm sido utilizadas com sucesso para combater o síndrome da fadiga crônica. Asmáticos, particularmente na Europa Oriental, são frequentemente tratados mantendo a pessoa durante algum tempo em minas de sal ou cavernas de sal. Isso ocorre porque o microclima único, que contém partículas de sal ultrafinas, ajuda a limpar os pulmões. 

Mitos da dieta pobre em sal 

As dietas baixas em sal podem ser especialmente prejudiciais para idosos. Em pessoas maiores, uma leve hiponatremia (baixa concentração de sódio) é a forma mais comum de desequilíbrio eletrolítico no sangue. De fato, vários documentos médicos recentes encontraram uma relação direta entre hiponatremia e instabilidade, quedas, fraturas ósseas e déficit de atenção.

Os idosos que consomem dietas com restrição de sal com frequência experimentam falta
de sede, que leva à desidratação, envelhecimento precoce, e perda de apetite,
o que se traduz em uma série de problemas de saúde. 

Pitaco Conceição Trucom: Parece brincadeira, mas não é. Constantemente vovô e vovó, sem sentir sede, deixam de tomar líquidos. Quando falta gente em casa para lembrá-los, desidratam-se com rapidez. A desidratação tende a ser grave e afeta todo o organismo. Pode causar confusão mental abrupta, queda de pressão arterial, aumento dos batimentos cardíacos ("batedeira"), angina (dor no peito), coma e até morte.

Insisto: não é brincadeira. Ao nascermos, 90% do nosso corpo é constituído de água. Na adolescência, isso cai para 70%. Na fase adulta, para 60%. Na terceira idade, que começa aos 60 anos, temos pouco mais de 50% de água. Isso faz parte do processo natural de envelhecimento. Portanto, de saída, os idosos têm menor reserva hídrica.

Mas há outro complicador: mesmo desidratados, eles não sentem vontade de tomar água, pois os seus mecanismos de equilíbrio interno não funcionam muito bem.

Explico: nós temos sensores de água em várias partes do organismo: eles funcionam em co-dependência do sódio e são eles que verificam a adequação do nível hídrico, viscosidades, etc. Quando ele cai aciona-se automaticamente um "alarme". Pouca água significa menor quantidade de sangue, de oxigênio e de sais minerais em nossas artérias e veias. Por isso, o corpo "pede" água. A informação é passada ao cérebro, a gente sente sede e sai em busca de líquidos.

As quedas são um dos problemas mais graves para os idosos e cerca de um terço das pessoas com mais de 65 anos sofrem uma queda pelo menos uma vez por ano. As quedas em idosos estão associadas com inúmeras conseqüências físicas e psicológicas e são uma das principais causas de fraturas de ossos e do quadril, o que pode levar a complicações e invalidez permanente ou morte. Mais de 5% de todas as internações de pessoas com mais de 65 anos são devidas a lesões relacionadas com quedas. Infelizmente, as pesquisas mostram que nos asilos de repouso para idosos, os residentes que normalmente recebem dietas de baixo conteúdo de sal, têm uma taxa de quedas e fraturas três vezes maiores que no ambiente doméstico normal. 

O sal e a expectativa de vida 

É bem documentado que os japoneses e os suíços desfrutam de uma das maiores taxas de expectativa de vida do mundo. Menos conhecido no entanto, é o fato que eles também têm uma das maiores taxas de consumo de sal. 

Uma revisão comparada de pesquisas médicas em todo o mundo, indica que se as pessoas consumissem os baixos níveis de sal recomendados nas Diretrizes Alimentares dos EUA, eles estariam colocando sua saúde em risco. Felizmente, a maioria dos americanos, incluindo os idosos, quando deixados à seu próprio arbítrio, consomem uma maior quantidade de sal, ficando dentro da faixa saudável. 

 Mas lembre de ler nosso Boletim JAN.2017 e saber que existem muitos tipos de sal e nem todos
são exatamente benéficos à saúde humana.

(*) Fonte:The Salt Institute

(**) Tradução: Fernando Trucco especialmente para o Doce LimãoProfessional Translations. Reprodução permitida desde que indicada a fonte e o tradutor. 


 

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* Conceição Trucom
 é química, cientista, palestrante e escritora sobre temas voltados para alimentação natural, bem-estar e qualidade de vida.

Reprodução permitida desde que mantida a integridade das informações e citadas a autora e a fonte: www.docelimao.com.br

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