Sal, um antibiótico natural

Conceição Trucom et all *

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Estudo revela o papel do sal no controle de infecções. Pesquisadores da Universidade de Vanderbilt e da Alemanha descobriram que o sal (cloreto de sódio) se acumula na pele e nos tecidos dos seres humanos e nos camundongos para ajudar a controlar uma infecção.

Em um relatório publicado em 03/03/2015 pela revista Cell Metabolism, os pesquisadores concluem que as reservas de sal podem ser a maneira que a natureza usa para fornecer uma barreira à invasão microbiana e aumentar as defesas imunológicas.

"Esta é uma visão totalmente diferente sobre o papel do sal na saúde e nas doenças", disse Jens Titze, M.D., professor associado de Medicina e de Fisiologia Molecular e Biofísica em Vanderbilt, e autor sênior do estudo.

O presente estudo começou com a observação de que os níveis de sal em camundongos com pele infectada eram surpreendentemente altos. Jonathan Jantsch, M.D., um microbiologista das Universidades de Erlangen e de Regensburg na Alemanha e principal autor da publicação sugeriu que a pele poderia usar a acumulação do sal para repelir infecções externas.

De fato, os pesquisadores descobriram que o sal estimula a ativação dos macrófagos que combatem infecções, um tipo de glóbulo branco. 

Uma curiosidade praticada pelas nossas avós:
O sal é antisséptico, cicatrizante, ótimo remédio para lavar erupções cutâneas e aliviar
comichões em torno de furúnculos e outras feridas. Torrado e bebido com água quente alivia
 indigestão e intoxicação devidas a peixe ou carne.
Gargarejar com água salgada trata as dores e inflamações de garganta.

Utilizando uma técnica de ressonância magnética e imagem (RMI) por eles desenvolvida, os pesquisadores descobriram que o sal se acumulou no local das infecções bacterianas da pele de seis pacientes. "As pernas infectadas mostraram acumulação maciça de sal, enquanto as pernas não infectadas eram totalmente normais", disse Titze.

A acumulação de sal nas pernas infectadas desapareceu quando os pacientes foram tratados com antibióticos.

Os pesquisadores também testaram o efeito de uma dieta extremamente salina em camundongos com infecções persistentes nas almofadas das patas. As reservas de sal no local da infecção aumentaram após o consumo da dieta com alto teor de sal, e as infecções desapareceram.

Jens Titze, M.D., e seus colegas atualmente estudam como o sal se acumula na pele para ajudar a controlar a infecção. Mas isso não significa que uma dieta com alto teor de sal seja benéfica para a saúde no século XXI.

"Eu penso que a descoberta mais importante aqui é que os tecidos podem acumular quantidades maciças de sódio localmente, para aumentar as respostas imunes sempre que necessário", disse Titze. "Isso acontece totalmente independente da dieta."

"Esta nova biologia da homeostase do sal vai além da ideia de que o sal dietético é o principal componente que influencia os níveis de sal no nosso corpo", acrescentou.

Com o advento dos antibióticos eficazes e outros tratamentos para a infecção, os seres humanos podem não precisar de grandes reservas de sal para protegê-los. "O acúmulo crônico de sal no tecido, portanto, pode ter-se tornado mais um problema do que uma vantagem", disse Titze.

O grupo de Titze tinha relatado anteriormente que a acumulação de sal na pele aumenta com a idade e que está associada ao desenvolvimento de hipertensão essencial (pressão arterial elevada), que também se torna mais comum à medida que as pessoas envelhecem.

"Foi um mistério para nós a razão do por que os nossos pacientes acumulavam tanto sal no corpo à medida que envelheciam, porque a pressão arterial elevada e a doença cardiovascular é claramente uma desvantagem", disse Titze.

A descoberta mais recente sugere que a acumulação de sal na pele relacionada à idade pode ser uma resposta compensatória à diminuição da função de barreira celular à entrada de micróbios.

Também pode refletir uma inflamação crônica de baixo nível, associada com doenças do "envelhecimento", incluindo doenças cardíacas e alguns tipos de câncer. Assim, pode ser benéfico compensar a necessidade do aumento das reservas de sal relacionado com a idade.

Para esse fim, Titze e seus colegas receberam apoio da Strategically Focused Prevention Research Network Centers da American Heart Association para descobrir se as reservas de sal podem ser mobilizadas por mudanças de estilo de vida ou por drogas.

Isso poderia prevenir a pressão arterial elevada e doenças cardiovasculares, disse ele. 

Um depoimento pessoal sobre um sal fresco in natura, rico em todos os minerais, entre eles o magnésio

Sempre que me apresento em programas de TV, passo por uma salinha de maquiagem. Na última vez que assim permiti (desde então sempre vou maquiada), peguei uma infecção no interior da pálpebra inferior do olho direito (parecia um grande terçol), que não curava com meus colírios e bons hábitos alimentares. Fui ao oftalmologista, que revelou realmente ter sido contaminada com o pincel que usam em todos os convidados e que se trata de um local de difícil tratamento e cura. A solução primeira foi usar uma pomada antibiótica, aplicada à noite, antes de dormir, dentro dos 2 olhos, por 10 dias. Caso não curasse, segundo o médico, seria muito possível que eu tivesse de voltar para ser medicada com um antibiótico por via oral.

Saí do consultório determinada que antibiótico por via oral eu não ia tomar MESMO.

Então, fiz o tratamento com a pomada por dez dias, e realmente não fiquei curada. Melhorou bastante, mas não curou.

Esperei mais uns 10 dias para meu corpo reagir sozinho, mas estacionou e nada. Então, parti para a prática dos meus conhecimentos. Ou seja, durante sete dias seguidos, após caminhar na praia (Tombo, Guarujá/SP é uma praia 'azul' segura por não sofrer lançamento de efluentes), bem cedo, antes que houvesse contaminações pela presença humana, mergulhava de olho bem aberto, para receber todo o salgado do mar. Ardia? Sim. Mas minha avó dizia: o que arde cura.

Dito e feito: a cada dia percebia a regressão daquela bola intumescida e vermelha dentro do meu olho. Após sete dias parei o tratamento e esperei meu corpo sinalizar o que fazer.

Pois bem, a resposta dele foi: valeu, estamos curados.
Santo Sal DA Vida!


Perceba os sinais químicos dos sais indo em busca das bactérias...

Vamos assistir a este vídeo do Dr. Morton Satin e saber um pouco mais?

TITZE, Jens (2015). Study reveals salt’s role in infection control. Vanderbilt University. Disponível em: https://news.vanderbilt.edu/2015/03/05/study-reveals-salts-role-in-infection-control

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* Conceição Trucom
 é química, cientista, palestrante e escritora sobre temas voltados para alimentação natural, bem-estar e qualidade de vida.

Reprodução permitida desde que mantida a integridade das informações e citadas a autora e a fonte: www.docelimao.com.br

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